• Swellen Casagrande

Bandeira de marca

Atualizado: Jun 29

Toda marca pode ter uma bandeira? Sim. Toda marca precisa ter uma bandeira? Não. Seu negócio defende alguma causa, apoia alguma luta, algum grupo? Seus pilares de missão, visão, valores e propósito dão suporte, vez ou voz à algum movimento político econômico, social ou cultural que não estão diretamente ligados ao universo comercial do seu produto ou serviço?




Gentileza, solidariedade, minimalismo, causas sociais, vegetarianismo, direitos iguais, acessibilidade, feminismo, lutas políticas ou econômicas, sustentabilidade, empoderamento, amor próprio, valorização cultural, igualdade de gênero, classe ou raças ...

Bandeira de marca = Causa defendida por uma marca

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Para começar este artigo vou, primeiro, falar sobre um dos grandes (e desejados) reflexos positivos para uma marca quando ela decide levantar uma bandeira e tem como sustentá-la: o nascimento de uma comunidade!


Segundo Philip Kotler e Kevin Keller, “uma comunidade de marca é formada por funcionários e clientes cuja identificação e atividades giram em torno da marca”. Os autores citam três características que identificam este tipo de grupo:


1 – Uma “consciência de espécie” ou um senso de conexão para com a marca, a empresa, o produto ou os outros membros da comunidade;

(ISSO SÓ É POSSÍVEL A PARTIR DE UM PROPÓSITO CLARO)


2 – Rituais, histórias e tradições compartilhadas que ajudam a transmitir o significado de comunidade;

(QUANDO VOCÊ USA RECURSOS STORYTELLING, MOSTRA A VERDADE, ABRE OS BASTIDORES)


3 – Uma responsabilidade ou um dever moral compartilhado tanto com a comunidade quanto com seus membros individuais.

(ISSO ACONTECE QUANDO SUA MARCA TEM UMA BANDEIRA!)


As discussões e dúvidas sobre bandeira/causa ficaram em evidência nas últimas semanas, especialmente por conta do movimento anti-racista Black Lives Matter - que ganhou força após o americano negro George Floyd ser morto por um policial branco, no dia 25 de maio, em Mineápolis, EUA.


Depois do fato, posts com telas pretas se espelharam pelas redes sociais em todo o mundo.

Voltando a citação dos autores acima, a incluí neste artigo para exemplificar o seguinte: defender uma bandeira, apoiar ou representar uma causa é um processo que precisa estar alicerçado por todos os demais pilares de posicionamento da marca.


Tem que fazer sentido. E precisa ser de dentro pra fora. É preciso ser real.


Publicar uma tela de qualquer cor é uma forma de se posicionar? Ou É apenas uma convenção digital para seguir o efeito manada? Ou é o timing certo para posicionar sua marca e mostrar ao seu público que ela também está nessa luta? E se estiver, você acha que apenas um conjunto de layouts basta?

Diante de uma causa real, o feed do seu insta pode ser algo raso, que se perde na time line à medida que o usuário vai rolando a tela do celular.
Se posicionar e levantar uma bandeira é profundo. Exige maturidade de marca, compromisso com a verdade e ações práticas.

Novamente, parafraseando Kotler e Keller : “... o único valor que sua empresa sempre criará é o valor que vem dos clientes (...) Além de estarem mais informados do que nunca, eles possuem ferramentas para verificar os argumentos das empresas e buscarem melhores alternativas”. O mundo é digital. Estamos todos conectados. Não é mais possível enganar a audiência; não por muito tempo.


O livro que estou usando como referência é de 2012, mas localizei uma pesquisa recente que apresenta dados interessantes a cerca desta reflexão. De acordo com levantamento feito pela empresa Accenture, em 2019, “83% dos consumidores brasileiros confirmaram que preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores de vida. Eles dispensam aquelas marcas que se mantém neutras”.


Entenda: não há problema nenhuma em se manifestar, postar, demonstrar apoio a qualquer movimento. Você só precisa saber que o papo não pode terminar aí. Apresente o que sustenta a sua bandeira.

E ter uma bandeira é obrigatório?
Se posicionar é sempre obrigatório?
Não.
Saiba: também existem revoluções silenciosas.

Para saber quando falar e quando calar, você precisa ter domínio do seu universo de marca, clareza dos seus valores e entender, em profundidade, as dores do seu público.


Não seja uma marca oportunista que só quer surfar na hastag do momento e ganhar likes.

E não levante uma bandeira caso o braço da sua marca não seja suficientemente forte para mantê-la hasteada.


Por fim desejo que, além dos conceitos, você lute, pessoalmente e profissionalmente, por um mundo onde o sol, de fato, brilhe para todos - igualmente.

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